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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cine Brasil - Feliz Natal



Sinopse

Caio (Leonardo Medeiros), dono de um ferro-velho, volta para a casa de sua família. Lá, encontra a mãe, Mércia (Darlene Glória), totalmente descontrolada; o pai (Lúcio Mauro) agora está casado com uma mulher bem mais nova; o irmão (Paulo Guarnieri) é incapaz de demonstrar sentimentos, passando seu tempo bebendo uísque; a cunhada (Graziella Moretto) tenta contornar toda essa situação complicada que se arma em plena noite de Natal.

Crítica
Por Angélica Bito

Com Feliz Natal, Selton Mello - reconhecido como ator de filmes como os recentes Os Desafinados e Meu Nome Não é Johnny - mostra uma nova faceta em sua carreira artística, a de diretor. Ao apresentar o longa na primeira exibição que teve ao público, no I Festival de Cinema de Paulínia - realizado na cidade do interior de São Paulo em julho deste ano -, Mello pediu para que os espectadores esquecessem de sua carreira como ator. "Hoje é meu renascimento, inicio essa nova fase em minha carreira como diretor", afirmou. Acompanhado de grande parte de sua equipe - todos devidamente apresentados pelo diretor -, deuxou a musa Darlene Glória por último. "Darlene é minha Gena Rowlands, minha Bette Davis", afirmou o ator, cujo filme foi premiado por Melhor Diretor, Menção Especial para Fabrício Reis e sua atuação no longa e de Atriz Coadjuvante, dividido entre Darlene Gloria e Graziella Moretto. E, de fato, comparar Darlene à esposa e principal atriz de John Cassavetes faz sentido. O diretor norte-americano é a principal influência de Mello em sua estréia nesta função. Além disso, a atuação da atriz brasileira lembra muito a de Gena Rowlands em Uma Mulher Sob Influência (1974). Podemos dizer que a Mércia de Feliz Natal também tem toques da loucura da personagem de Bette Davis em O Que Terá Acontecido com Baby Jane? (1962). O que explica essa comparação feita pelo ator e agora diretor. Feliz Natal é intenso. Câmera na mão, fotografia granulada, closes e mais closes. Tudo para criar um laço de intimidade entre o espectador e os personagens do longa-metragem. A história começa quando Caio (Leonardo Medeiros), dono de um ferro felho, volta para a casa de sua família. Lá, encontra a mãe, Mércia, totalmente descontrolada; o pai (Lúcio Mauro) agora está casado com uma mulher bem mais nova; o irmão (Paulo Guarnieri, voltando a atuar após uma pausa de oito anos) é incapaz de demonstrar sentimentos, passado seu tempo bebendo uísque; a cunhada (Graziella Moretto) tenta contornar toda essa situação complicada que se arma em plena noite de natal. O filme tem ótimas atuações, destacando-se o núcleo feminino da trama, mais intenso, do jeito que o diretor pretendia - também por seus papéis. Em Feliz Natal, me parece que as mulheres são capazes de sentir melhor o que ocorre em sua volta, sempre reagindo de maneiras diferentes. Trilha sonora e fotografia complementam e ajudam muito bem o diretor a seduzir os sentimentos do espectador, que sofre e sente como os personagens. Mello é um grande admirador do cinema. Em sua estréia como diretor, desfilam na tela as influências que teve o diretor neste sentido. O filme lembra longas como o já citado Uma Mulher Sob Influência e O Pântano, da diretora argentina Lucrecia Martel. A questão dos irmãos em conflito, na situação de um retorno, remente a Lavoura Arcaica, belíssimo longa de Luiz Fernando Carvalho, cujo assistente de direção, Lula Carvalho, assina a fotografia em Feliz Natal. Mas isso não deve ser demérito para trabalho nenhum.

Ficha Técnica

Diretor: Selton Mello
Elenco: Leonardo Medeiros, Darlene Glória, Graziella Moretto, Paulo Guarniere, Lúcio Mauro. Produção: Vania Catani Roteiro: Selton Mello, Marcelo Vindicatto
Fotografia: Lula Carvalho
Duração: 100 min.
Ano: 2007
País: Brasil
Gênero: Drama
Estúdio: Bananeira Filmes
Classificação: 14 anos
Fonte: Cineclick
http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/feliz-natal-2007/id/15516

Cine Brasil - 5 Frações de Uma Quase História



Sinopse

Cinco homens têm suas histórias entrecortadas pela narrativa do longa. Carlos (Leonardo Medeiros) é um fotógrafo que tem adoração por pés femininos. Ele pretende realizar um trabalho envolvendo sua obsessão, mas enfrenta problemas para encontrar os pés e a modelo ideal. Na segunda história, um homem se projeta em personagens de filmes através da televisão, o que o faz realizar uma viagem entre o delírio e a realidade. Akim (Nivaldo Pedrosa) é um funcionário burocrático de um tribunal de justiça, que foi chamado às pressas para um encontro às escondidas com um juiz veterano (Jece Valadão). Lá ele recebe a oferta de ganhar muito dinheiro caso assuma um crime cometido pelo juiz. Antônio (Cláudio Jaborandy) trabalha em um matadouro. Ele nota que seu casamento está em crise, até que descobre a traição da esposa. Já Lúcia (Cynthia Falabella) é uma secretária desiludida, que sonha em se casar. Ela marca um encontro às escuras com Beto (Murilo Grossi), que conhece através de um programa de rádio, mas ao encontrá-lo logo fica nítido que eles têm expectativas diferentes para este encontro.

Crítica
Por Celso Sabadin

O nome de Robert Altman virou referência quando se fala de "diferentes histórias de vários personagens que acabam se cruzando no decorrer da trama". Sempre quando um filme tem este tipo de estrutura, logo surge a comparação com Short Cuts - Cenas de Vidaou mesmo Prêt-A-Porter, do genial diretor já falecido. Porém, não é obrigatório ser Robert Altman para extrair bons resultados desta fórmula. A produção brasileira 5 Frações de uma Quase História é prova disso. Primeiro longa de ficção realizado pela produtora Camisa Listrada, 5 Frações de uma Quase História é uma produção mineira feita a 12 mãos, na qual seis diretores (Armando Mendz, Cristiano Abud, Cris Azzi, Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo e Thales Bahia) se dividiram para contar tramas diferentes, mas que acabam se tangenciando levemente no mesmo espaço, no caso, a cidade Belo Horizonte. Seus protagonistas são: um fotógrafo obcecado por pés femininos, um homem que se projeta em situações vistas na TV, um funcionário público que recebe uma proposta de um juiz corrupto, um trabalhador de um matadouro com o casamento em crise e uma secretária desiludida no amor. Em todas as histórias, prevalece a angústia humana, a solidão, a desesperança. Eventualmente, até um leve toque de humor ácido. Por meio de vários grafismos estilísticos de enquadramento e, principalmente, edição, percebe-se claramente a cultura publicitária que também emana da produtora Camisa Listrada. Por vezes, o conteúdo fica em segundo plano, encoberto pelas "firulas" visuais. Mas, aos poucos, o filme ganha corpo e vai conquistando a atenção do público. Principalmente em seus momentos finais, quando são revelados os pontos em comum que acabarão por unir as várias histórias. Como todo filme feito em episódios e com vários diretores, há um toque de irregularidade, alternando momentos inspirados e outros nem tanto. Mas de uma forma geral é uma obra que atrai pelo inusitado e também pelo ótimo elenco, que reúne Leonardo Medeiros (Não por Acaso), Gero Camilo (Bicho de Sete Cabeças), Luiz Arthur, Cynthia Falabella, Murilo Grossi, Cláudio Jaborandy (Latitude Zero), Nivaldo Pedrosa e Jece Valadão, em seu último trabalho completo como ator. No Festival de Cinema de Pernambuco de 2007, o filme levou o Prêmio Especial do Júri e de Melhor Direção de Arte. Vale a pena dar uma olhada com carinho.

Ficha Técnica

Diretor: Armando Mendz, Cristiano Abud, Cris Azzi, Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo, Thales Bahia Elenco: Cláudio Jaborandy, Cynthia Falabella, Gero Camilo, Jece Valadão, Leonardo Medeiros, Luiz Arthur, Nivaldo Pedrosa.
Produção: André Carrera
Duração: 98 min.
Ano: 2007
País: Brasil
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Classificação: 16 anos

Fonte: Cineclick
http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/5-fracoes-de-uma-quase-historia/id/15155

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cine Brasil - Não Por Acaso



Ênio (Leonardo Medeiros) é um engenheiro de trânsito que, operando sinais, busca comandar o fluxo dos automóveis da cidade de São Paulo. Sua mania de controle reflete-se também em sua vida doméstica. O encontro com a filha, Bia (Rita Batata), faz com que ele se sinta sem o controle de tudo. Pedro (Rodrigo Santoro) é dono de uma marcenaria especializada na construção de mesas de sinuca. Meticuloso, possui uma visão peculiar do jogo de sinuca. Um acidente faz com que a vida de ambos tome rumos surpreendentes.

Diretor: Philippe Barcinski
Elenco: Rodrigo Santoro, Leonardo Medeiros, Letícia Sabatella, Branca Messina, Rita Batata, Cássia Kiss, Graziella Moretto, Silvia Lourenço.
Produção: Fernando Meirelles, Donald Ranvaud, Bel Berlinck, Cláudia Büschel, Bel Berlinck, Andrea Barata Ribei
Roteiro: Philippe Barcinski, Fabiana Werneck Barcinski, Eugênio Puppo
Fotografia: Pedro Farkas
Trilha Sonora: Antonio Pinto
Duração: 102 min.
Ano: 2006
País: Brasil
Gênero: Drama