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domingo, 8 de julho de 2012

Cine Brasil - Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos




Sinopse

Zeca (Caio Blat), jovem escritor, às voltas com romance que não consegue escrever, vive no mais profundo ócio. Tem 30 anos, mas age como se fosse um adolescente. É talentoso, mas dispersivo: escreve duas frases e logo desiste. Casado com Julia (Maria Ribeiro), vive crise de relacionamento, provocada pela forma antagônica com que vêem a vida: Zeca não quer nada, Julia sabe o que quer. Zeca é infeliz, porém conformado. Até o dia que começa a acreditar que Julia o está traindo. E, para seu espanto, com outra mulher.

Crítica
Por Heitor Augusto

Zeca (Caio Blat) é um garotão mimado perto dos 30 anos que morre de medo de terminar seu livro, mostrá-lo ao mundo e descobrir que não é tão bom assim. Julia (Maria Ribeiro), sua mulher, sabe o que quer da vida. Em cima das oposições do casal e das inseguranças do herói se desenvolve Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos.

Para quem está entrando na idade adulta com os dois pés, não é difícil se identificar com a essência do filme de Paulo Halm, que trabalha com questões como o medo de jogar com as regras do mundo real, fazer arte e submetê-la ao julgamento, assumir publicamente o gosto por poetas românticos, mas encher a estante de casa com Rubem Fonseca. Enfim, inseguranças naturais numa fase de transição, encruzilhada e afirmação.

Só que a identificação não é a única coisa que segura um filme. É nítido que o longa de estreia de Halm, roteirista de cerca de vinte filmes, pretende ficar na fronteira entre o cool, leve e com frescor, e o existencialismo e suas questões sérias. Mas começo fazendo uma provocação sobre o herói do filme.

O Zeca representa mesmo as agruras da geração que tem 30 anos hoje? Sinto que não. As referências literárias, o tipo de frustração de seu pai (Daniel Dantas) e a maneira que Halm dirige (abusando da narração em off e de uma música-tema que percorre diversos momentos do filme), dizem mais sobre quem tinha 30 anos na saída dos anos 80.
Acho que, hoje, quem faz o tipo Zeca e está na encruzilhada da entrada na vida adulta, vive mais na dicotomia Clarah Averbuck/ Bukowski do que Rubem Fonseca/ Álvares de Azevedo. Vira e mexe, Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos se parece com um filme que olhamos não como resultado do presente, mas como objeto de distância sobre um tempo que passou.

A segunda provocação é sobre o desenvolvimento da história. Conservador em sua estrutura, o roteiro começa indicando que ali virá um filme sobre um personagem que leva suas questões a sério. A primeira virada, após a devida apresentação, é quando surge Carol (Luz Cipriota), uma estonteante argentina que vai abalar a relação do casal.

Então, o longa entra por uma rodovia esburacada para abandonar o “filme existencialista” e se tornar “filme romântico”. Por ter sido encaixado de maneira pouco sutil, e pela demora em voltar ao ponto inicial, parece um esforço de Halm em incorporar uma subtrama para aliviar as coisas mais sérias foram faladas até então. Porque o desenvolvimento paralelo é abandonado e um dos personagens tem de sumir uma semana para que outro núcleo se desenvolva.

Uma das coisas que aliviam essas irregularidades é a ambientação. A cena carioca hype, dos jovens de classe média que “sambam” no Carioca da Gema ou tomam cerveja de pé na Mem de Sá são personificadas pelo elemento estrangeiro, Carol, e por uma personagem do tipo tranqueira recorrente no fim de uma noite boêmia.

Confesso que, no final de Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, queria mais sarcasmo e menos auto-indulgência. Um voo mais rasante de Halm, menos preso na necessidade de “meu filme precisa ser leve”. O Zeca podia ficar mais quieto em vez de falar sempre.

Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos não é tão frívolo como aparenta ser e há algo bem sério em relação ao falso amor. Mas, os inúmeros buracos tornam a trajetória até lá penosa e, algumas vezes, entendiante.


Ficha Técnica

Diretor: Paulo Halm
Elenco: Caio Blat, Maria Ribeiro, Luz Cipriota, Daniel Dantas, Lucia Bronstein
Produção: Heloísa Rezende
Roteiro: Paulo Halm
Fotografia: Nonato Estrela
Trilha Sonora: Andre Moraes
Duração: 90 min.
Ano: 2009
País: Brasil
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Downtown Filmes
Classificação: 16 anos
 
Fonte: CineClick

sábado, 10 de março de 2012

Cine Brasil - Tropa de Elite 2




Agora que o Capitão Nascimento virou Coronel, os inimigos dele ficaram bem mais perigosos. Dez anos se passaram e Nascimento cresceu na carreira: virou o comandante geral do BOPE e, depois, Sub Secretário de Inteligência. Com isso, o BOPE cresce e o tráfico de drogas começa a passar por maus bocados nas mãos do Coronel. Nessas, políticos e policiais corruptos se envolvem e tornam a vida de Nascimento um perigo.

CURIOSIDADES
- O longa teve orçamento de R$ 14 milhões.

- Todo o elenco, com exceção de Maria Ribeiro, passou por um intenso treinamento sob o comando de Fátima Toledo, durante os meses de novembro e dezembro de 2009. Maria estava grávida na época

- O treinamento contou com profissionais treinados pelo Centro Avançado em Técnicas e Imobilização, liderados pelo ex-capitão do BOPE Paulo Storani

- As filmagens começaram em 25 de janeiro, no Rio de Janeiro

- Wagner Moura e Pedro Van Held tiveram um treinamento especial com o lutador de jiu jitsu Rickson Gracie

- Ao rodar uma das cenas de luta, Van Held levou um golpe de Moura e desmaiou durante as filmagens

- Moura dispensou o dublê para realizar a cena em que seu personagem dá um cavalo de pau. A manobra foi feita corretamente somente na terceira tentativa

- Antes da realização desta cena, o ator teve um intenso treinamento no Autódromo de Jacarepaguá, sob a supervisão de Keith Woulard

- É o filme recordista de espectadores da história do cinema brasileiro: 11,1 milhões

- Quando Nascimento entra no restaurante para confrontar Guaracy, o homem vestido de camisa listrada azul e branca que o parabeniza é Rodrigo Pimentel, o verdadeiro ex-oficial do BOPE que co-escreve o roteiro de Tropa de Elite. Roberto Nascimento é baseado em Pimentel

- Após a experiência de pirataria com o primeiro filme, o Diretor José Padilha guardou com o máximo de segurança a cópia-mestra do filme sem som

PRÊMIOS
 
- Em 2011, conquistou o Prêmio Audiência de Melhor Filme, Os Grande Prêmios Cinema Brasileiro de Melhor Ator (Wagner Moura), Fotografia, Direção, Edição, Melhor Filme, Roteiro Original, Som, Ator Coadjuvante (André Mattos) e foi indicado aos de Direção de Arte, Figurino, Maquiagem, Trilha Sonora, Efeitos Especiais, Ator Coadjuvante (André Ramiro e Irandhir Santos) e Atriz Coadjuvante (Tainá Müller)

- Em 2011, conquistou o Prêmio Contigo de Audiência de Melhor Ator (Wagner Moura), o Prêmio Contigo de Júri de Fotografia, Direção, Melhor Filme, Roteiro, Ator Coadjuvante (Irandhir Santos) e foi indicado ao Prêmio Contigo de Júri de Melhor Ator (Wagner Moura)
 
FICHA TÉCNICA
Diretor: José Padilha
Elenco: Wagner Moura, Maria Ribeiro, Irandhir Santos, André Ramiro, Seu Jorge, Milhem Cortaz, Sandro Rocha, Emilio Orciollo Netto.
Produção: Marcos Prado, José Padilha
Roteiro: José Padilha, Bráulio Mantovani, Rodrigo Pimentel
Fotografia: Lula Carvalho
Trilha Sonora: Pedro Bromfman
Duração: 118 min.
Ano: 2010
País: Brasil
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Zazen Produções Audiovisuais
Estúdio: Zazen Produções / Riofilme / Globo Filmes / Feijão Filmes   
 
Fonte: Cine Click